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Quem chegasse a Constantinopla pelo mar seria imediatamente atraído pelas cúpulas e pórticos do Grande Palácio Imperial e da Igreja de Santa Sofia. Veria também a grande muralha e um bairro aristocrático, povoado por residências suntuosas.
O casario humilde estava situado próximo ao porto, estendendo-se por cerca de 2 km ao longo da costa.
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Bizâncio, a pequena cidade do estreito do Bósforo, fora escolhida no século IV pelo imperador Constantino para ser a nova capital do Império Romano e, em sua homenagem, foi batizada de Constantinopla. Mas Bizâncio, seu antigo nome, sobreviveu, permanecendo ligado à civilização que ali se formou.
Hoje, Bizâncio-Constantinopla chama-se Istambul.
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O apogeu de Bizâncio corresponde à época de afirmação da Igreja cristã. Constantino tornara o cristianismo a religião oficial do Império Romano, e essa passagem da clandestinidade à oficialização iria refletir-se intensamente na arte.
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A mudança mais significativa foi a perda de seu caráter popular; as catacumbas, que ocultavam modestas criações, fruto da humildade pregada pela nova religião, cederam lugar a uma arquitetura monumental, decorada com fausto.
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A noção de pobreza foi substituída pela concepção concepção imperial de ostentação. A arquitetura procurou um síntese entre as formas clássicas e os princípios cristãos.
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Nas paredes abundantemente decoradas, o mosaico passou a ter uma função básica como elemento ornamental. Essa orientação iria converter-se num estilo novo, a partir do século IV.
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Verdadeiras fortunas foram despendidas pelos cofres reais na construção de igrejas de grandes dimensões e luxuosa decoração.
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A Igreja de Santa Sofia, projetada e executada pelos arquitetos Antêmio de Tralas e Isidoro de Mileto entre 532 e 537, constitui a realização máxima da arquitetura de Bizâncio. Por muito tempo ela serviu de modelo para outras construções religiosas.
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Sophia em grego significa "sabedoria", e a igreja foi dedicada, por Justiniano, à sabedoria divina. A planta tem a forma de cruz grega, ou seja, quatro braços iguais. A enorme cúpula, constituída por quatro grandes arcos que se apoiam sobre altos pilares, é circundada por quatro semicúpulas.
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Segundo um antigo historiador, a nave central parece estar "suspensa no céu por um cordão de ouro". Seu exterior despojado é o invólucro de um interior profusamente decorado por mármores e mosaicos.
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Com a decadência do Império Romano do Ocidente e a conseqüente perda do poder de Roma, tomada pelo bárbaros, Ravena, cidade da região centro-oriental da Itália, adquire grande importância dos imperadores a partir de 584.
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Ravena assimilou as características da arte de Bizâncio e suas igrejas conservam até nossos dias notáveis séries de mosaicos bizantinos.
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O surto de construções religiosas em Ravena corresponde sobretudo ao reinado de Justiniano (527-565). As imagens do imperador e da imperatriz Teodora estão representadas, com as da aristocracia, nas Igrejas de Santo Apolinário Novo e de São Vital.
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Textos
complementares:
Ícone (pintura)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Texto
de referência:
Conhecer
2000 publicada pela editora Nova Cultural
ano 1995.
Textos complementares:
http://www.contracosta.edu/Art/190EarlyChristianJewishByzStudyImages.htm
http://www.starnews2001.com.br/bizantino/teodora.htm |
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Imagens:
http://www.contracosta.edu/Art/190EarlyChristianJewishByzStudyImages.htm
http://www.starnews2001.com.br/bizantino/teodora.htm
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