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Desde Filipe Augusto (1165-1223) a monarquia francesa tinha um objetivo: enfraquecer os senhores feudais, donos de territórios e exércitos frequentemente maiores que os do próprio rei.
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Assim, quando os servos da gleba (trabalhadores ligados à terra, que dependiam exclusivamente do seu senhor), pressionados por pesadas obrigações impostas pela nobreza feudal, começaram a fugir para as cidades, a monarquia protegeu-os.
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Cada homem que escapava era um soldado e um trabalhador a menos nas fileiras do senhor. Enfraquecer os nobres era um forma de fortalecer o rei, e o rei queria centralizar o poder.
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Em 1287, Filipe IV, o Belo, deu um passo decisivo nesse sentido: regulamentou o direito dos burgueses (os habitantes do burgo, a cidade medieval), garantindo-lhes o apoio e a simpatia reais.
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A meta do fugitivos do campo era modesta: trabalhar nos burgos a troco de um salário.
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Aos poucos foram-se reunindo em pequenas associações, sob as ordens de um mestre, e depois, fortalecidos, organizaram-se em corporações profissionais que guardavam os segredos de cada ofício.
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A população das cidades cresceu tanto que a Igreja teve de se adaptar aos novos tempos. Opiniões se levantaram contra a reclusão dos monges nos mosteiros, sustentando a necessidade de os religiosos catequizarem na agitação da cidade.
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A universidade de Sorbonne, fundada em 1257, tornou-se o posto avançado das novas idéias religiosas.
Foi nesse novo mundo, as cidades, e sob o patrocínio da Igreja, que surgiram as primeiras manifestações da arte gótica: as catedrais.
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Corporações de artesãos eram contratadas pelo bispados para erguer esse imponentes edifícios de pedra, que se constituíram no próprio símbolo da cidade.
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A Igreja foi, de fato, o maior cliente dos artistas e artesãos da época. Arquitetura, escultura, pintura e demais manifestações do período gótico (séculos XII a XIV) são obras anônimas, fruto das corporações de profissionais. Mesmo quando uma abra é atribuída a um mestre, em geral ele não a fez sozinho.
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O estilo gótico não se limitou à França nem se manteve inalterado ao longo dos dois séculos de existência. Foi adotado por outros países, como a Alemanha, a Inglaterra e a Espanha, onde sofreu algumas variações.
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Nenhuma, porém, alterou sua característica principal: a verticalidade, presente nas catedrais e nas figuras alongadas dos vitrais, tapeçarias, estatuária e pintura.
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De modo geral, pode-se dizer que quase todas as manifestações da arte gótica são complementares à arquitetura. A escultura tinha uma função decorativa, dentro e fora das construções.
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Sobre os pórticos e ao seu redor, nas arquivoltas, em todos os cantos das paredes laterais, desfilam Cristos e Virgens, santos e profetas, narrando episódio da história sacra. São figuras esguias, um pouco rígidas em sua postura, mas a fisionomia tenta exprimir emoções.
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À medida que se avança no período gótico, observa-se que as figuras ganham cada vez mais movimento e que existe uma preocupação em aproximá-las de modelos da realidade.
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Uma das mais importantes manifestações do período gótico são as iluminuras, pinturas de dimensões reduzidas, feitas em aquarela ou têmpera, destinadas a ilustrar manuscritos. As cenas são religiosas ou representam aspectos da vida cotidiana. Já os temas dos afrescos
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Texto
de referência:
Conhecer
2000 publicada pela editora Nova Cultural
ano 1995.
Textos complementares:
Sites
Nacionais e Internacionais relacionados ao
assunto.
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Imagens:
Figuras retiradas
da Internet em sites Nacionais
e Internacionais, encontradas através
de sites de busca.
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