ARTE NA GRÉCIA ANTIGA

Afrodite
Afrodite de Milos
Vênus de Milos

A Vênus de Milo é uma famosa estátua grega. Ela representa a deusa grega Afrodite, do amor sexual e beleza física, tendo ficado no entanto mais conhecida pelo seu nome romano, Vénus. É uma escultura em mármore com 203 cm de altura, que data de cerca de 130 a.C., e que se pensa ser obra de Alexandros de Antióquia.

 

 

Arte na Grécia Antiga


A Vênus de Milo é uma famosa estátua grega. Ela representa a deusa grega Afrodite, do amor sexual e beleza física, tendo ficado no entanto mais conhecida pelo seu nome romano, Vénus.

 

 

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ARTE NA
GRÉCIA ANTIGA

 

ARTES PLÁSTICAS

Observando a evolução da escultura helênica, pode-se obter um painel do desenvolvimento das instituições sociais da Grécia Antiga.

 


Quando as cidades-Estado estavam ainda em formação, as estátuas refletiam a importância da religião nas atividades sociais.

 


São dessa época as estátuas que representam koré (moças) e kouros (rapazes), jovens participantes de cerimônias religiosas ou atletas de jogos em honra aos deuses.

 


As estátuas em que as formas humanas aparecem como um modelo ideal são do período da democracia. Mesmo correspondendo a cenas mitológica, põem em relevo a intervenção do homem na história.

 


Já a escultura dos reinos helenísticos tem com principal carcterística o ecletismo. Embora mantendo a tradição da arte grega clássica, releva a influência plástica e religiosa dos povos asiáticos submetidos por Alexandre Magno e "helenizados", o que resultou num estilo internacional e erudito.

ESTES 2 VIDEOS VÃO ALÉM DA HISTÓRIA DA ARTE GREGA


 



TEATRO

As primeiras obras teatrais de relevo surgidas na Grécia Antiga foram algumas tragédias representadas em Atenas no século VI a.C.

 




Nessa fase inicial, mais do que ser atividade artística, o teatro se relacionava às práticas religiosa. As tragédias faziam parte das festas em homenagem ao deus Dioniso, nas quais era comemorado o retorno da primavera e a nova fertilidade dos campos.

 


A própria palavra tragédia mostra essa ligação entre o teatro e os ritos populares religiosos. Tragédia deriva de tragós, que em grego significa bode, animal muito usado nos sacrifícios dos festivais dionisíacos.

 


No século seguinte, a tragédia sofisticou-se e despontou como gênero relativamente autônomo, cada vez mais distante das festividades religiosa.

 


Nessa mesma época surgiu um novo gênero teatral, a comédia, cujo nome deriva de komós (banquete). Gênero por princípio mais descontraído, a comédia dedicava-se fundamentalmente à crítica política, social e de costumes.

 


À medida que o teatro foi se consolidando como arte, surgiram regras para nortear a criação. Exigia-se, por exemplo, que o autor utilizasse mimesis, ou seja, que os fatos apresentados em cena fossem verossímeis, possíveis de ocorrer na vida real.

 


Começaram, então, a ser realizados os festivais de teatro, em que se inscreviam diversos autores para concorrer a um prêmio. Cada participante deveria apresentar três tragédias sobre o mesmo mito (por exemplo, Édipo Rei, Édipo em Colona e Antígona), além de uma sátira.

 



Em todas as regiões de cultura helênica as tragédias e comédias eram representadas em teatros ao ar livre. O público sentava-se nas escadarias, e entre a platéia e o palco havia uma área semicircular denominada orquestra.

 



Mas não era, como parece à primeira vista, o lugar dos músicos: estes se colocavam nas laterais. Na orquestra ficava o "coro", parte integrante da melhor produção teatral na Grécia.

 



Formado por doze a catorze jovens, o coro funcionava como intermediário entre o público e os atores protagonistas, comentando, julgando e acompanhando a história interpretada.

 



Os protagonistas também se comunicavam com o coro, participando-lhe suas aflições ou sua impressões durante a ação. Nas peças gregas, em geral, a palavra era mais importante que a movimentação em cena.

 



O drana ou os fatos que acontecem a partir da ação eram, na maior parte dos casos, comunicados por mensageiros ou pelo coro.

 


O palco do teatro (em grego, skené) era quase sempre fixo e geralmente representava a entrada de um palácio em dois ou mais planos.

 


O espaço genérico do palco era modificado com a utilização de grandes telas pintadas e uma iluminação especial feita com lamparinas a óleo. Sugeria-se assim um campo de batalha, uma taverna ou uma praia.

 



Mas, no fundamental, a cenografia ficava por conta da imaginação do espectador. Para facilitar, em determinados momentos um ajudante apresentava cartazes com os dizeres "interior do Palácio", "Arremadores de Atenas"...

 



No palco movimentavam-se geralmente dois atores de cada vez; só em casos excepicioanis havia três ou mais atores em cena. Esperava-se um desempenho extraordinário dos protagonistas.

 


O texto, todo composto em verso, devia ser declamado como uma espécie de meio-canto acompanhado por música (o que hoje chamamos "recitativo"); algumas partes eram literalmente cantadas.

 



Para serem vistos por todos, os atores vestiam uma espécie de armadura e calçavam tamancos altíssimos, chamados coturnos, que aumentavam sua altura em cerca de meio metro.

 


As roupas de cena eram pesadas e sem elasticidade e uma enorme máscara que escondia o rosto completava a caracterização.

 


Uma das principais funções da máscara era facilitar a imediata identificação do personagem (o rei, o deus, o vilão) pela platéia, assim que o ator entrasse em cena.

 


Além disso, a expressão da máscara acentuava os sentimentos dominantes de cada personagem: ira, desprezo, compaixão... Havia um sem-número de máscara, representando tipos humanos e os mais variados sentimentos.

 


Mas , a principal função da máscara era de ordem técnica. Em seu interior, no lugar correspondente à boca, havia um pequeno megafone que amplificava o som da voz.

 


Esse dispositivo era fundamenta, pois, como os teatros eram ao ar livre, dificilmente os atores teriam recursos vocais suficientes para alcançar toda a platéia, por mais perfeita que fosse acústica da construção.

 


Os atores em todo homens e interpretavam papéis masculinos e femininos indiferentemente. Na verdade, tudo dependia muito mais da imaginação do espectador do que dos recursos técnicos.

 


Mas o que dominava, conseguindo atravessar os séculos, era a magia da palavra, o profundo encantamento poético que as peças transmitiam.

 


POESIA

Na época que se convencionou chamar "tempos heróicos", ou seja, na pré-história da Grécia, a poesia era divulgada oralmente, sendo assim transmitida de geração em geração.

 


São dessa época os dois grandes poemas atribuídos a Homero: a Ilíada, relato da guerra "mundial" dos gregos contra os habitantes de Tróia (Ílion em grego), na Ásia Menor; e a Odisséia, que conta as aventuras de Ulisses (Odisseus) em seu retorno para a ilha de Ítaca após conquistar Tróia.

 


Não seria exagero dizer que, através da unificação lingüistica, os poemas de Homero contribuíram para plasmar a consciência do povo grego.

 


A maravilhosa narrativa dos feitos heróicos da guerra contra os troianos forjava a identidade cultural de todos os gregos, quer fossem os aqueus de Micenas, os refinados tebanos ou os montanheses da Macedônia.

 


E na viagem fantástica de Ulisses, exaltação da astúcia e da destreza individuais, cada grego se reconhecia.

 


Não era por acaso que Homero era considerado "patrono" tanto dos espartanos, quanto de seus adversários atenienses, dos tebanos e dos macedônios.

 


Aprendia-se a ler e escrever decorando trechos de Homero. As festas pan-helênicas (de todos os gregos) eram celebradas, apesar das discórdias, revelando a preocupação de manter o espírito dos jogos descritos por ele.

 


Homero inaugurou um novo gênero de poesia na literatura ocidental. É a poesia épica, também chamada poesia do "coletivo", que conta de maneira grandiosa os feitos, as histórias e as tradições de todo um povo.

 


Mesmo ilustrada por gestos de grandes heróis, essa narrativa sempre registrava a importância dos hábitos cotidianos, costumes que identificam a cultura.

 


Um bom exemplo dessa característica é o poema de Hesíodo, Os Trabalhos e os Dias. Nessa obra Hesíodo conta uma série de mitos e fábulas tradicionais da Grécia, dando ênfase aos provérbios e preceitos para a vida prática.

 


Como estes, por exemplo: "Alimenta bem teu cão para que te defenda dos ladrões"; ou "Ajuda teus vizinhos para que ele também te ajudem". O plano geral da obra trata das atividades anuais do homem na agricultura, navegação e outra áreas.

 


Dentro desse espírito, muitos autores foram adotados nas escolas e a poesia tornou-se um verdadeiro instrumento de educação popular.

 


Veja-se, por exemplo, o caso do poeta Tirceu, cujos cantos (as poesias dessa época eram musicadas como as nossas canções) acompanhavam o treinamento dos soldados espartanos. Esses cantos também eram entoados na iminência de uma batalha, na celebração das vitórias ou mesmo das derrotas honrosas.

 


Não é difícil compreender a importância que a poesia adquiriu numa época em que a palavra falada era praticamente o único meio de comunicação. A importância do poeta na sociedade era enorme: cabia a ele dar voz e palavras a todos os pensamentos e sentimentos que os cidadãos comuns não sabiam expressar.

 


Por tudo isso, a poesia épica tornou-se tradicional na Grécia. Em pleno período helenístico, Apolônio de Rodes escreveria as Argonáuticas, relatando os feitos de Jasão, o guia dos argonautas.

 


Era muito difundido o hábito de convidar poetas ou poetisas para os banquetes. Acompanhados por música de lira ou de flauta, eles narravam histórias dos tempos remotos, geralmente homenageando o anfitrião e aumentando o prestígio de seus antepassados.

 


Com o passar do tempo, os poetas foram modificando o tema de seus cantos. Penetram profudamente na alma humana, descrevendo sentimentos e emoções do ponto de vista do indivíduo.

 


Desenvolveu-se desse modo a poesia "lirica", assim chamada porque era sempres acompanhada por música de lira. Eram trechos curtos, intensos e chocantes, exprimindo sentimentos universais, com os quais ainda hoje podemos nos identificar.

 


Nesse gênero destacaram-se, nos primeiros séculos, a poetisa Safo, com a sensibilidade delicada de suas canções; Píndaro, autor de odes refinadas, além de Alceu, Simônides, Minermo e muitos outros poetas.

 


No período helenístico o lirismo evoluiu para a poesia bucólica, em que se destacou Teócrito com seus idílios.

 



Texto de referência:

Conhecer 2000 publicada pela editora Nova Cultural
ano 1995.

Textos complementares:

Sites Nacionais e Internacionais relacionados ao assunto.

 


Imagens:

Figuras retiradas da Internet em sites Nacionais
e Internacionais, encontradas através
de sites de busca.

 

 



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