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O sentido prático da vida não impediu os romanos de apreciarem a beleza daquilo que os cercava. Ao contrário, eles estavam atentos ao aspecto estético das coisas e foram grandes artistas.
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Basta observar as ilustrações reproduzidas nestas páginas para se constatar a preocupação que a civilização romana tinha com a arte.
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Na verdade, porém, em sua origens, a arte foi, para os antigos romanos, um "item" da pauta de importações, ou seja, uma espécie de artigo de luxo que vinha de fora.
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Foi, de fato, após a conquista da Grécia, no ano 146 a .C., que se verificou, no campo das artes, uma verdadeira injeção de vitalidade e beleza.
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Tanto que um severo político da época, o respeitadíssimo Catão, conhecido como "o Censor" , lamentou o novo estado de coisas: "A Grécia, ainda que tenha sido conquistada, acabou por conquistar seu orgulhoso vencedor e introduziu a arte no rude Lácio..."
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Catão, do mesmo modo que muitos outros austeros cidadãos romanos, teria preferido que seus conterrâneos continuassem simples e despojados como nos primeiros tempos.
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Mas o romanos, nesse campo como em outros, deram provas do seu decantado realismo: da arte grega tomaram e assimilaram os elementos que masi bem se adaptavam ao seu temperamento e às suas necessidades, a exemplo do que tinham feito antes com a arte etrusca e do que fariam posteriormente com a arte oriental.
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E fizeram-no com bom senso e com bom gosto.
Naturalmente, em suas produções artísticas, os aspectos predominante são essencialmente técnicos e práticos.
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Nesse sentido, a arquitetura, onde o elemento estético, o belo, mais bem se concilia e se funde com os aspectos utilitário e funcional, foi a forma de arte preferida pelos romanos, que criaram edifícios característico e originais, destinados a permanecer.
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Entre eles destacam-se as pontes e aquedutos (alguns dos quais estão ainda em funcionamento), termas e basílicas (que se eternizaram na arquitetura cristã).
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Enfim, pode-se afirmar que os romanos, ainda que conquistadores no plano militar, foram conquistados no plano artístico, mas conseguiram ir além da mera cópia; ao contrário, desenvolveram suas formas próprias e legaram-nas às civilizações que os sucederam.
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O anfiteatro é uma construção típica da arquitetura romana, onde se realizavam sobretudo lutas de gladiadores.
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Essa construção, como se pode observar no corte à direita, é contituída por uma arena central, geralmente elíptica, destinada aos espetáculos e às lutas e cricundada por um muro (podium), a partir do qual se estendem as arquibancadas reservadas aos espectadotes (cavea).
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O acesso às arquibancadas se fazia através de escadas internas e corredores que desembocavam em túneis (vomitoria). Em torno da arena e sob ela ficavam as áreas reservadas aos gladiadores, às feras e à parte de serviço da grande construção.
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Uma imensa tela (velarium), fixada em pilastra colocadas no alto do anfiteatro, protegia os espectadores da chuva e do sol. O anfiteatro mais antigo de que se tem notícia é o de Pompéia (ano 80 a .C.), construído sobre um vala natural.
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Pouco a pouco essas construções começaram a assumir características sustentadas por arcadas duplas (como o anfiteatro de Nîmes, na França), ou triplas (como o anfiteatro de Verona).
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Seguindo essas características chegaram a ter quatro andares sobrepostos (como o famoso Coliseu de Roma, cujo recinto podia abrigar 60 000 espectadores).
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Texto
de referência:
Conhecer
2000 publicada pela editora Nova Cultural
ano 1995.
Textos complementares:
Sites
Nacionais e Internacionais relacionados ao
assunto.
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Imagens:
Figuras retiradas
da Internet em sites Nacionais
e Internacionais, encontradas através
de sites de busca.
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