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Para os cidadãos, a catedral representava o símbolo da unidade comunal, um ponto de referência em torno do qual se concentravam as novas forças sociais e econômicas.
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Sendo dedicada a Deus, ela pertencia a todos que tinham ajudado a construí-la: pedreiros, mestres-de-obras, pintores, escultores, ourives, entalhadores e toda sorte de artistas e artesãos anônimos que haviam colaborado na sua edificação.
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Com o termo românico são definidas as manifestações artísticas produzidas na Europa entre os séculos XI e XII. Como o próprio nome indica, esse estilo, criado em plena Idade Média , descende do romano, embora possua características absolutamente próprias; um fenômeno semelhante observou-se, na época, em relação a diversos idiomas europeus:
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as novas línguas (francês, italiano, espanhol, romeno e português), chamadas de românicas, partiam da mesma raiz latina, mas foram-se diferenciando e assumindo mecanismos próprios de vocabulário e de gramática.
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Na arte romântica, a forma artística predominante é a arquitetura. A pintura, a escultura e as artes decorativas estão subordinadas à obra arquitetônica, a catedral, e tem a função de enriquecê-la e embeleza-la.
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O plano típico do templo românico é a cruz latina, composta por uma nave (o eixo da cruz) e um transepto (o braço da cruz). Na parede da abside (espaço interno da cúpula), recortam-se absides menores (pequenas cúpulas chamadas absidíolas), que desembocam num corredor (deambulatório).
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Os arcos e abóbadas, tão caros à arquitetura romana, foram adotados; como, porém, as junções entre eles e as paredes tendiam a alargar-se a empurrar para os lados os suportes que as sustentavam, a solução foi o escoramento por contrafortes. Estes quase sempre estão à vista, interna ou externamente.
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A nave central é iluminada por janelas altas e as laterais recebem luz de janelas mais baixas.
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O efeito mais evidente da construção românica é o "peso": paredes grossas, profusão de cúpulas, colunas e arco.
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Mas essa arquitetura sólida não é absolutamente uniforme: o espírito românico encontra soluções sempre diferentes para cada região; e, mesmo sendo um estilo fundamentalmente europeu, não deixou de sofrer influências orientais, levadas para a Europa pelo cruzados.
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No período românico a escultura cumpre apenas a função de preencher os espaços vazios dos elementos arquitetônicos e atenuar a sensação de opressão criada pelo "peso" do edifício.
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Pode-se dizer, portanto, que a escultura é um complemento natural da arquitetura, adaptando-se a ela e servindo para decorar e "contar histórias".
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Figuras humanas, monstros fantásticos, motivos geométricos e vegetais, cenas da vida de Cristo e dos santos estão presentes interna e externamente nas construções religiosas desse período.
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Nas fachadas são comuns as representações do Apocalipse com anjos, bestas e demônios, compondo cenas que lembravam aos fiéis os perigos da tentação.
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Os relevos, mais frequentes que as estatuas individuais, preenchem espaços ao redor dos porticos (entradas), aninham-se por sobre as pilastras, jorram das pias de água benta, adornam arcos, formam colunas, transfiguram-se em capitéis (parte superior das colunas), sempre se adaptando às linhas da escultura.
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O românico francês, por exemplo, leva às últimas consequencias essa integracao: se a cena esculpida se desenrola num capitel, adquire as dimensões dele; se é representada numa coluna, assume sua verticalidade; se cobre um trecho de teto, ou o alto de uma porta, observa-se um grande cuidado no sentido de que as figuras não caiam no vazio.
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A tendência é não deixar nenhum espaço sem imagem. E as imagens cumprem rigorosamente suas funções decorativa e informativa: na escultura, os fiéis encontram o patrimônio iconográfico e episódios familiares de todo bom cristão.
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Os relevos são tratados com extrema vivacidade, expressa ora no sentido rude e vigoroso da forma, ora através do frescor o da ingenuidade do tema. Trata-se, quase sempre, de obras anônimas, pois na época o artista ainda não havia se destacado do artesão.
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A pintura por sua vez, não chega a participar, como a arquitetura e a escultura, do efervescente clima de inovações, no período românico. Sobretudo na Itália, ela continua na penumbra das naves ou sob a luz tênue das cúpulas, evocando místicas presenças de tradição oriental (principalmente bizantina).
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A pintura bizantina, porém, tinha certas características que acabaram limitanod o pintor românico: a cor era padronizada: as figuras, estáticas e solenes, eram quase sempre representadas de frente ou de perfil; não havia movimento e as imagens, sem profundidade, pareciam condenadas aos limites das duas dimensões.
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Como não trabalhava observando a natureza, o artista românico não tinha um ponto de partida que lhe pudesse sugerir como tratar a cor, o movimento ou a profundidade.
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Talvez isso explique por que o românico valoriza tanto a escultura: as dimensões espaciais dadas pela pedra facilitam a representação de um acontecimento em três dimensões, permitindo que os corpos se exprimam pelo movimento.
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Assim, salvo raras tentativas, a pintura românica está mais bem representada pelas iluminuras, pequenos desenho coloridos que complementam um texto escrito, quase sempre de caráter religioso.
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Na pintura românica, além da iluminura, empregavam-se praticamente duas técnicas: ou se pintava sobre a parede recoberta de uma camada de argamassa fresca, o afresco, ou sobre uma superfície de madeira.
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Neste caso, as tábuas ficavam quase sempre atrás do altar, sendo por isso chamadas de retábulos (do latim retratabulum).
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Texto
de referência:
Conhecer
2000 publicada pela editora Nova Cultural
ano 1995.
Textos complementares:
Sites
Nacionais e Internacionais relacionados ao
assunto.
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Imagens:
Figuras retiradas
da Internet em sites Nacionais
e Internacionais, encontradas através
de sites de busca.
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