HomeArte Românica


Arte Românica

Pantocrator* de Sant Climent de Taüll.

*palavra de origem a que significa etimologicamente
"todo-poderoso" ou "onipotente". Também possui
variante com acento gráfico no segundo "a": pantocrátor.
Encontra-se várias vezes no em grego.
Provém de pan (tudo ou todo)
e krátos (alto, em cima e, daí, governo, poder)

 

 

 

 

 

 

 

 

Cezzane
 
Salvador Dalí
 
El Greco
 
Gauiguin
This text is replaced by the Flash movie.

ARTE ROMÂNICA

 

História da Pintura
Clique na foto para comprar

 


 

 

 

Para os cidadãos, a catedral representava o símbolo da unidade comunal, um ponto de referência em torno do qual se concentravam as novas forças sociais e econômicas.

 


Sendo dedicada a Deus, ela pertencia a todos que tinham ajudado a construí-la: pedreiros, mestres-de-obras, pintores, escultores, ourives, entalhadores e toda sorte de artistas e artesãos anônimos que haviam colaborado na sua edificação.

 


Com o termo românico são definidas as manifestações artísticas produzidas na Europa entre os séculos XI e XII. Como o próprio nome indica, esse estilo, criado em plena Idade Média , descende do romano, embora possua características absolutamente próprias; um fenômeno semelhante observou-se, na época, em relação a diversos idiomas europeus:

 


as novas línguas (francês, italiano, espanhol, romeno e português), chamadas de românicas, partiam da mesma raiz latina, mas foram-se diferenciando e assumindo mecanismos próprios de vocabulário e de gramática.

 


Na arte romântica, a forma artística predominante é a arquitetura. A pintura, a escultura e as artes decorativas estão subordinadas à obra arquitetônica, a catedral, e tem a função de enriquecê-la e embeleza-la.

 

 



O plano típico do templo românico é a cruz latina, composta por uma nave (o eixo da cruz) e um transepto (o braço da cruz). Na parede da abside (espaço interno da cúpula), recortam-se absides menores (pequenas cúpulas chamadas absidíolas), que desembocam num corredor (deambulatório).

 




Os arcos e abóbadas, tão caros à arquitetura romana, foram adotados; como, porém, as junções entre eles e as paredes tendiam a alargar-se a empurrar para os lados os suportes que as sustentavam, a solução foi o escoramento por contrafortes. Estes quase sempre estão à vista, interna ou externamente.

 


A nave central é iluminada por janelas altas e as laterais recebem luz de janelas mais baixas.

 


O efeito mais evidente da construção românica é o "peso": paredes grossas, profusão de cúpulas, colunas e arco.

 


Mas essa arquitetura sólida não é absolutamente uniforme: o espírito românico encontra soluções sempre diferentes para cada região; e, mesmo sendo um estilo fundamentalmente europeu, não deixou de sofrer influências orientais, levadas para a Europa pelo cruzados.

 


No período românico a escultura cumpre apenas a função de preencher os espaços vazios dos elementos arquitetônicos e atenuar a sensação de opressão criada pelo "peso" do edifício.

 


Pode-se dizer, portanto, que a escultura é um complemento natural da arquitetura, adaptando-se a ela e servindo para decorar e "contar histórias".

 



Figuras humanas, monstros fantásticos, motivos geométricos e vegetais, cenas da vida de Cristo e dos santos estão presentes interna e externamente nas construções religiosas desse período.

 



Nas fachadas são comuns as representações do Apocalipse com anjos, bestas e demônios, compondo cenas que lembravam aos fiéis os perigos da tentação.

 



Os relevos, mais frequentes que as estatuas individuais, preenchem espaços ao redor dos porticos (entradas), aninham-se por sobre as pilastras, jorram das pias de água benta, adornam arcos, formam colunas, transfiguram-se em capitéis (parte superior das colunas), sempre se adaptando às linhas da escultura.

 



O românico francês, por exemplo, leva às últimas consequencias essa integracao: se a cena esculpida se desenrola num capitel, adquire as dimensões dele; se é representada numa coluna, assume sua verticalidade; se cobre um trecho de teto, ou o alto de uma porta, observa-se um grande cuidado no sentido de que as figuras não caiam no vazio.

 



A tendência é não deixar nenhum espaço sem imagem. E as imagens cumprem rigorosamente suas funções decorativa e informativa: na escultura, os fiéis encontram o patrimônio iconográfico e episódios familiares de todo bom cristão.

 


Os relevos são tratados com extrema vivacidade, expressa ora no sentido rude e vigoroso da forma, ora através do frescor o da ingenuidade do tema. Trata-se, quase sempre, de obras anônimas, pois na época o artista ainda não havia se destacado do artesão.

 


A pintura por sua vez, não chega a participar, como a arquitetura e a escultura, do efervescente clima de inovações, no período românico. Sobretudo na Itália, ela continua na penumbra das naves ou sob a luz tênue das cúpulas, evocando místicas presenças de tradição oriental (principalmente bizantina).

 



A pintura bizantina, porém, tinha certas características que acabaram limitanod o pintor românico: a cor era padronizada: as figuras, estáticas e solenes, eram quase sempre representadas de frente ou de perfil; não havia movimento e as imagens, sem profundidade, pareciam condenadas aos limites das duas dimensões.

 



Como não trabalhava observando a natureza, o artista românico não tinha um ponto de partida que lhe pudesse sugerir como tratar a cor, o movimento ou a profundidade.

 


Talvez isso explique por que o românico valoriza tanto a escultura: as dimensões espaciais dadas pela pedra facilitam a representação de um acontecimento em três dimensões, permitindo que os corpos se exprimam pelo movimento.

 



Assim, salvo raras tentativas, a pintura românica está mais bem representada pelas iluminuras, pequenos desenho coloridos que complementam um texto escrito, quase sempre de caráter religioso.

 


Na pintura românica, além da iluminura, empregavam-se praticamente duas técnicas: ou se pintava sobre a parede recoberta de uma camada de argamassa fresca, o afresco, ou sobre uma superfície de madeira.

 


Neste caso, as tábuas ficavam quase sempre atrás do altar, sendo por isso chamadas de retábulos (do latim retratabulum).

 



Texto de referência:

Conhecer 2000 publicada pela editora Nova Cultural
ano 1995.

Textos complementares:

Sites Nacionais e Internacionais relacionados ao assunto.

 


Imagens:

Figuras retiradas da Internet em sites Nacionais
e Internacionais, encontradas através
de sites de busca.

 

 



 


Leonardo da Vinci
 
Michellangelo
 
Monet
Picasso
 
Rembrandt
 
Renoir
 
Van Gogh
 
Warhol
 

 

 
Google
 
 
 
Compre Arte
MENU
Emerson Pires Comércio de Artes ME CNPJ 09.350.447/0001-65
©1999/2008 Portal D'arte. Compre Arte. Todos os direitos reservados.

Mapa do Site www.portaldarte.com.br Home