DESENHO ANIMADO BRASIL

História da animação no Brasil. Onde tudo começou...

A história da animação no Brasil é relativamente recente. Na primeira metade do século XX foram produzidas algumas pequenas experiências em animação sem muita continuidade, como as realizadas por Eugênio Fonseca Filho.

Rio, 1917. Choque entre a rigidez da Academia Brasileira de Letras e inovações. Humoristas e intelectuais vêem no cinema, na propaganda e na caricatura novas formas de comunicação. Despontam publicações como Careta, Fon-Fon! e Tico-Tico. Em plena Primeira Guerra Mundial (1914-1918), surge nosso primeiro desenho animado: O Kaiser (1917),
Kaiser
do carioca Álvaro Marins, o Seth
(18/1/1891-29/1/1949).

 

 



Seth, por Cássio Loredano.

Satirizava o imperador alemão Guilherme II, a quem declaramos guerra naquele 1917; e apoiava o movimento nacionalista pelo serviço militar obrigatório. Com pequeno orçamento, o cinema de animação brasileiro surge com produção relevante. Antes, em 1910, Paz e Amor, com personagens da revista Careta, retratava o cotidiano carioca.
Mas foi Seth quem, na opinião de estudiosos, “lançou a pedra fundamental”. Por mais de 40 anos, ilustrou jornais brasileiros.

Na década de 1950 o panorama começa a se alterar, o primeiro longa-metragem de animação feito no País foi Sinfonia Amazônica, produzido por Anélio Lattini Filho em 1953. Filmado em preto e branco, demorou 6 anos para ser concluído pois foi realizado unicamente por Anélio Lattini, sem a ajuda de nenhum outro desenhista. Durante os anos de 1960 a animação passa a ter presença regular na publicidade e surgem os primeiros profissionais da área.

Outro marco na história da animação brasileira é Piconzé, o primeiro longa-metragem colorido de animação produzido no país (estreou nos cinemas em 1972), feito pelo japonês, Ypê Nakashima (1926-1974), que imigrou para o Brasil em 1956 e trabalhou com animação publicitária. No Japão, Ypê Nakashima foi chargista e trabalhou em jornais como Mainichi Shimbun, Yomiuri Shimbun e Asahi Shimbun.

 

Linha do Tempo

-1917: estréia do filme “Kaiser”, de Seth (ÁlvaroMartins), considerado o primeiro filme de animação brasileiro;
-1917: “Tranquinices de Chiquinho e seu inseparável amigo Jagunço”- sem credito de animadores, apenasde produtora- Kirs Filme;
-1918: “As Aventuras de Bille e Bolle”, produzido e fotografado por Gilberto Rossi e animado por Eugênio Fonseca Filho, com personagens inspirados em Mutt e Jeff,de Budd Fisher; · 1929: “Macaco Feio, Macaco Bonito”, de Luiz Seel e João Stamato, em estilo semelhante ao dos irmãos norte-americanos Max e David Fleischer.
- 1953: surge o primeiro longa-metragem , ” Sinfonia Amazônica ” de Anélio Lattini Filho.
- 1960: a animação começa a se expandir na publicidade e surgem os primeiros profissionais da área.
- A primeira longa-metragem de animação colorida não foi definida por quem foi criada, existiram algumas divergências. Não se sabe se foi a de Ypê Nakashima com a animação ” Piconzé” ou se foi ” Presente Natal ” produzido pelo amazonense Alvaro Henrique Gonçalves, que criou sem incentivo nenhum de empresa, governo e assistentes. E além de criar a animação sozinho , construiu a máquina de projeção e sonorização.
-O animador Clóvis Vieira produziu o primeiro longa-metragem de animação produzido inteiramente em computação gráfica no mundo no estúdio NBR Filmes.

+ de 90 anos de animação do Brasil

Do dia 21 até 23 de Março de 2008 ocorreu no Brasil um envento comemorando os 90 anos de animação no Brasil.

Nesses 90 anos cerca de 19 longas-metragens foram produzidos, além de muitos de curtas e milhares de filmes publicitarios de animação.
Cada vez o cinema de animação tem crescido no Brasil e mais pessoas se envolvem nessa grande profissão e aprimoram a qualidade de seus projetos.
O evento que aconteceu mostrou um breve histórico da história da animação do Brasil, mostrando vídeos como e inclui desde clássicos como os longas Sinfonia Amazônica (1953) e Piconzé (1972), passando por raridades preservadas pela Cinemateca Brasileira como Macaco feio... Macaco bonito (1929) e Frivolitá(1930), até obras mais recentes de nomes como Maurício de Souza, Otto Guerra, Alan Sieber, Walbercy Ribas e Carlos Eduardo Nogueira.

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Mauricio de Souza

Mauricio de Sousa (Santa Isabel, 27 de outubro de 1935) é um dos mais famosos cartunistas do Brasil, criador da "Turma da Mônica".

Os três primeiros livros da carreira de Mauricio de Sousa foram publicados pela Editora FTD: Piteco, Penadinho e O Astronauta.
Em 1959 cria tiras em quadrinhos com um cãozinho e seu dono, Bidu e Franjinha, surgindo os primeiros personagens conhecidos da era Mônica.
Na revistas Lostinho-Perdidinhos nos Quadrinhos e no 1º número da revista Saiba Mais,é revelado que a primeira criação do Mauricio foi o personagem "Capitão Pícolé"


Mauricio criou vários universos de personagens. Assim como a turma da Mônica, também podemos classificar esses universos como "turmas" de algum personagem.
Turma da Mônica - A turma original de crianças; A Turma da Mônica compreende um grupo de personagens de história em quadrinhos criado por Mauricio de Sousa. É o maior dos grupos (chamados de "turmas") de personagens criados por ele, possuindo ainda uma série de minigrupos, nos quais os personagens passam por várias peripécias cotidianas. O termo pode se referir também a todos os personagens já criados por Mauricio, mas que, a rigor, não fazem parte da "Turma da Mônica", tais como os personagens da Turma da Mata ou da Turma do Penadinho.
Turma do Chico Bento - Uma turma de crianças vivendo num meio rural, típico de cidades pequenas no interior do Brasil;

Turma do Piteco - Personagens adultos (mas histórias ainda infantis) numa pré-história estilizada (com homens caçando dinossauros para se alimentar, por exemplo);

 

Turma do Pelezinho - Uma outra turma de crianças com estorias sempre envolvendo o tema do Futebol com o personagem principal sendo o próprio Pelé, Edson Arantes do Nascimento. A revista circulou na década de 1970;

 

Turma da Tina - Adolescentes, envolvidos com faculdade, paqueras, etc.;

 

Turma do Bidu - Personagens são animais de estimação (cachorros, gatos, etc.), com uso pesado de meta-linguagem (Bidu constantemente se envolve em dialogos com o 'Desenhista' da estória);

Turma da Mata - Grupo de animais selvagens (africanos e brasileiros) antropomorfizados, vivendo num reino de um Leão.

 

Turma do Penadinho - Aventuras cômicas com personagens típicos de estórias de terror (como um fantasma, um vampiro, um lobisomem, uma múmia e a própria Morte), no cemitério onde moram.

 

Astronauta (1975)- Um aventureiro espacial solitário que utiliza uma nave redonda. Note que é um astronauta brasileiro, de um fictício órgão chamado Brasa.

 

Horácio (1963)-  Um pequeno dinossauro órfão, de grande coração. Diz-se que, através de Horácio, Mauricio expressa sua moral e ética.

 

Papa-Capim (1975)-  Um índio brasileiro ainda criança (curumim), vivendo numa taba provavelmente na Amazônia.

Nico Demo (1966) - Um garoto sarcástico e malvado, o contrário dos outros personagens.

 

Ronaldinho Gaúcho  - inspirado no também jogador de futebol Ronaldo de Assis Moreira. A revista foi lançada pelo cartunista em 28 de Dezembro de 2005, em Porto Alegre, em evento que contou com a presença do craque gaúcho. O personagem tem as cores da bandeira brasileira: amarelo (camisa), verde (calção), branco (meias) e azul (chuteira), como também, a exemplo do jogador na vida real, usa um pingente com a letra R.

 

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