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ESCULTURA

“O silêncio está tão repleto de sabedoria e de espírito em potência
como o mármore não talhado é rico em escultura.”
Aldous Huxley
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Hoje, o hábito de adquirir e expor quadros de arte (em especial de autores atuais) se difundiu bastante, e não se restringe às residências; é raro o edifício, público ou particular, que não ostenta algum quadro em suas paredes, seja de muito, pouco ou mesmo nenhum valor artístico.
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Tal não ocorre com a escultura; para verificar como esta arte é menos difundida do que a pintura, basta consultar um dicionário de arte e logo se constata a diferença numérica entre pintores e escultores.
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Mas há outro motivo: a maioria das pessoas não conhece os “segredos” da escultura, tem poucos elementos para julgá-la e, assim, apreciar sua beleza.
Vamos, então, tentar descobrir alguns dos “segredos” dessa arte quase tão antiga quanto a pintura.
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Ora com finalidade religiosa e ritual (imagens de divindade, arte funerária), ora voltada apenas para fins estéticos, pela representação dos ideais de beleza de sua época, a escultura aparece em todas as civilizações: na Grécia e na Roma antigas, na América pré-colombiana, no Oriente e, é claro, entre nós.
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As Caracteristicas da Escultura
Em primeiro lugar, temos de considerar um diferença fundamental entre pintura e escultura. A pintura trabalha com a simulação espacial, pois a superfície do quado tem apenas duas dimensões, altura e largura; a idéia de terceira dimensão (a profundidade) é dada pela perspectiva.
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Já a escultura, assim como a arquitetura, encontra-se no espaço real, ou seja, dispões de três dimensões: altura, largura e profundidade (de fato, uma estátua pode ser observada de diversos ângulos; possui, enfim, um volume).
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Uma escultura não apresenta uma única superfície, como uma tela ou um desenho, mas sim um conjunto de superfícies, que podem ser planas, curvas, truncadas, onduladas, polidas, ásperas etc.
Essas superfícies, em conjunto, dão forma à massa (o material de que a obra é feita, a matéria-prima) e determinam o volume da escultura.
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Escultura Colorida
Nem todos sabem que o mármore branco das antigas esculturas gregas, que hoje se encontram nos museus, era colorido. Muitas esculturas em madeira da Idade Média conservaram razoavelmente bem o colorido e a douradura.
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As figuras esculpidas em madeira na Espanha do século XVII foram pintadas com tanto esmero que podem competir, quanto à coloração dos rostos e dos trajes, com as cores da realidade. O mármore em sua cor natural passou a ser usado há pouco tempo: no final do século XVIII.
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Variedade de Formas
As formas das superfícies fazem com que a luz possa incidir de várias maneiras: por exemplo, em uma superfície plana, a luz incide com intensidade uniforme; ao contrário, em um superfície truncada, a luz cria um jogo de claros e escuros.
Essa diversidade de superfícies suscita no observador várias sensações: pode dar a impressão de uma solene imobilidade ou sugerir a idéia de movimento.
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Já entendemos uma coisa importante: para que se possa apreender uma escultura em usa totalidade, não é suficiente, como em geral se faz com um quadro, observá-la de um único ângulo; temos de fazê-lo de todos os ângulos possíveis. Só assim conseguiremos descobrir seus “segredos”: as proporções, a vibração da luz no material, o sentido de energia, de solenidade ou de movimento que o escultor infundiu à sua criação artística.
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Estátuas, Altos-Relevos e Baixos-Relevos
As esculturas que podem ser olhadas de todos os ângulos (estátuas, monumentos) são classificadas como pleno relevo. Aquelas cujos elementos emergem só em parte de uma base formada por lâmina de mármore ou de outro material (pedar, madeira, marfim etc.) constituem os relevos.
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Se os elementos emergem muito da base, parecendo desprender-se dela, temos um alto-relevo; se são apenas esboçados sobre a base, temo um baixo-relevo. Os baixos-relevos, usados já na Antiguidade, são elementos decorativos para templos, portais, pedestais de monumentos, edifícios públicos etc.
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Existem também o meio-relevo e o schiacciato (esmagado), um relevo baixíssimo, semilhante ao desenho, desenvolvido pelo italiano Donatello (1386-1466).
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A obra modelada é obtida acrescentando-se material (argila, cera etc.); na obra esculpida, são retiradas ou desbastadas partes de um bloco de mármore, madeira ou metal. Neste caso, o artista primeiro modela a obra e faz um molde, em que é fundido o bloco de metal que depois será trabalhado, esculpido até a forma final.
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Nós ultimos anos, as inovacões tecnicas foram radicais , sobretudo com a aplicação de sistema ou mecanismos eletromagnéticos, destinados a produzir simultaneamente movimento, som e luz, que se tornaram parte integrante da escultura.
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Pintura Esculpidas
É isso que parecem os relevos da Columa Trajana, em Roma. Com suas saliências variadas, criam tais efeitos de luz e sombra que geram verdadeiros “efeitos pictóricos”.
Mas não se restringe a isso a singularidade dessa famosa obra realizada em 113 d.C.
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Sendo uma coluna, deveria pertencer à arquitetura; no entano é considerada um obra de escultura, porque se apresenta toda recoberta de baixos-relevos
(há 2500 figuras esculpidas, além dos aparatos bélicos).
Narra, nos mínimos detalhes, os episódios mais importantes da guerra travada em
101 d.C. pelo imperador Trajano contra os dácios, habitantes da atual Romênia,
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Formas Únicas na
Continuidade do Espaço,
de Umberto Boccioni (1882-1916). A figura
humana não aparece
bem definida, as
superfícies são
facetadas.
O escultor quis
representar a força, a tensão, o
movimento vertiginoso. |
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Grande Torso (Arco), de Henry Moore(1898-1986). Gigantesca como uma construção megalítica (monumento pré-histórico), eis uma escultura que pode ser qualificada como arquitetônica. Não pretende ser apenas olhada, mas permite que o observador passe por baixo e por dentro dela, a atravesse, para ter a sensação (como postulava o artista inglês) de percorrer espaços
internos-externos. |
Resumo
A Escultura é uma arte que representa imagens plásticas em relevo total ou parcial ou seja, é uma técnica de representar objetos e e seres , por meios da reprodução de formas.
A escultura clássica é reproduzida por materiais sólidos e tridimensionais. Com as novas técnicas, as esculturas podem ser feita até mesmo com gelatina.
A escultura veio com a pretenção de copiar a realidade de maneira artística. Com isso, emprega vários materiais como gesso, pedra, madeira, resinas sintéticas , aço, ferro, mármore, argila, cera e outros. Mas o objetivo maior foi sempre representar o corpo humano ou divindade antropomórfica.
Resump produzido por Keilla Costa
Equipe Brasil Escola.com
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Referências:
http://www.barth.lib.in.us/LargeArch.html
http://www.brasilescola.com/artes/escultura.htm
http://www.artenarede.com.br/inside.asp?area=verpincelada&codigo=105
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