HISTÓRIA EM QUADRINHOS

1890: Primeira revista em quadrinhos 'Yellow Kid', de Richard Outcalt

1890: Primeira revista em quadrinhos 'Yellow Kid', de Richard Outcalt

No dia 17 de maio de 1890, foi publicada em Londres pela primeira vez uma revista semanal com histórias desenhadas. Era a "Comic Cuts", que logo atingiu uma tiragem de 300 mil exemplares, da editora de Alfred Harmsworth.


 

 




A HISTÓRIA DA HISTÓRIA EM QUADRINHOS

Yellow Kid História em quadrinhos... quando será que ela começou? com a primeira história do Donald? Ou do Mickey? Não, muito antes, amigos... na era das cavernas!

Já na Pré-História o homem primitivo desenhava, nas paredes das cavernas em que morava, cenas de sua própria vida: homens armados de lança, correndo atrás de um bisonte. Eram desenhos contando uma história, a história de suas caçadas. Assim começaram as histórias em quadrinhos.

Muito tempo depois, no Egito, sua escrita, os hieróglifos, já eram uma mistura de letras e desenhos em continuação. Os monumentos egípcios trazidos pelo Império Romano - como a "Coluna de Trajano" - mostram, numa sucessão de desenhos feitos numa coluna de pedra, como o faraó construiu uma pirâmide para seu túmulo, glorificando seu governo. Essa historieta começa lá em cima e vem se desenvolvendo até embaixo.

A história em quadrinhos - ou comics, nos Estados Unidos, bande dessinée, na França, fumetti na Itália - surgiu, tal como a conhecemos hoje, com a invenção da imprensa.

Os primeiros jornais quase que só traziam texto; as ilustrações eram raras. O desenho era incluído ocasionalmente nos artigos e havia três tipos de ilustração: a caricatura, o desenho de um objeto ou retrado de uma pessoa e o que reproduzia, de maneira realista, o acontecimento descrito no texto.

A caricatura era quase sempre de caráter político, refletia a opinião do jornal sobre personalidades famosas ou fatos históricos.

A ilustração das reportagens ou narrativas reproduzia sempre o que estava contado no texto.

Quando a fotografia foi inventada, essa técnica antiga foi inteiramente modificada. em 1886, o fotógrafo Nadar, do jornal francês Le Figaro, sugeriu que as fotos do seu entrevistado fossem montadas na primeira página do jornal, numa série de instantâneos. Era a dinamização da imagem ao lado do texto que se iniciava.

Os editores de jornais americanos começaram a notar que o público preferia os textos com imagens. As duas maiores empresas jornalísticas eram lideradas por Pulitzer e Hearst, nos fins do século XIX. Foi Pulitzer o primeiro a dar oportunidade a um desenhista de quadrinhos. Chamava-se Richard Outcault, e passou a apresentar (no jornal World), The Yellow Kid (O Garoto Amarelo).

As aventuras desse personagem eram mostradas por meio de desenhos em quadros sucessivos. O que mais sensação causou foi o aparecimento do texto dentro da própria imagem, circundado por um traço que se fechava apontando para a boca do personagem. Esse artista lançava, assim, em 1896, uma das técnicas fundamentais da história em quadrinhos: o "balão".

Hoje a história em quadrinhos tomou conta do mundo inteiro e não só diverte crianças, jovens e adultos, mas também é estudada nos cursos de comunicação, ela que é um poderoso meio de comunicação pela imagem-texto.

Algumas curiosidades sobre as histórias em quadrinhos:

- Lee Falk foi o criador do Fantasma e Mandrake, e um dos maiores roteiristas (escritor de histórias em quadrinhos) à sua época;

- Os Sobrinhos do Capitão são os mais antigos personagens que ainda saem em revistas;

- Alex Raymond, criador de Flash Gordon, foi considerado o maior desenhista de quadrinhos de seu tempo pela beleza de seu traço;

- Al Capp, o criador de Li'l Abner (Ferdinando), o maior humorista;

- Milton Caniff (Terry e os Piratas) e Will Eisner (Spirit), os maiores estilistas;

- Walt Disney, por sua vez, criou a maior galeria de personagens, começando pelo Mickey, Donald e outros.

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HISTÓRIA EM QUADRINHOS

 

1890: Primeira revista em quadrinhos

 

 

Algumas fontes consideram o 17 de maio de 1890 como a data de nascimento das histórias em quadrinhos. Foi nesta data que Alfred Harmsworth, mais tarde Lord Northcliffe, um magnata da imprensa de então, lançou em Londres a Comic Cuts, primeira revista com histórias desenhadas. Ela continha mais textos do que desenhos e seu conteúdo era satírico-humorístico. Apenas um mês mais tarde, a publicação já tinha atingido uma tiragem de 300 mil exemplares, muito mais do que os grandes jornais de então conseguiam.

Outras fontes apontam o norte-americano Richard Outcalt como o verdadeiro criador do gênero. Ele sintetizou o que tinha sido feito até então e introduziu em suas histórias do Yellow Kid, publicadas a partir de 1897 regularmente no suplemento dominical colorido do New York Journal, um elemento novo: o balão.

Há, no entanto, no Brasil um precursor que não deve ser deixado de lado numa crônica das HQ: o ítalo-brasileiro Angelo Agostini, que criou, já em 1869, para o jornal Vida Fluminense, As Aventuras de Nhô Quim.

Origens se perdem no tempo

Na verdade, as origens das HQ são mais remotas ainda. Já as culturas mais antigas, tais como os egípcios e os gregos, contavam histórias por meio de seqüências de figuras desenhadas. Na virada do século 20, os gibis viraram um fenômeno comercial e artístico nos Estados Unidos, pela sua forma fácil de comunicação.

Tanto histórias divertidas como dramas eram estampados nos quadrinhos. O interesse era tanto que não demorou para as empresas explorarem o tema através da comercialização de licenças, a venda de brinquedos com a imagem dos personagens, programas de rádio e filmes, já na primeira década de 1900.

Em 1929, foi criado o marinheiro Popeye e, um ano mais tarde, o ratinho Mickey, seguindo-se o Pato Donald em 1938. A partir de 1933, começaram a ser publicadas as revistinhas de Walt Disney, exclusivamente com histórias em quadrinhos. Foi a época também do detetive Dick Tracy e do aventureiro do espaço Buck Rogers, e, depois, de Super-Homem e Batman.

Durante a Segunda Guerra Mundial, foram criados vários super-heróis norte-americanos para ajudar na luta dos Estados Unidos contra a Alemanha e o Japão. Depois, a temática ampliou-se para a reprodução de clássicos, ficção científica, aventuras, romances, crimes e horror.

Devido à censura na década de 50, muitas editoras foram à falência, principalmente nos Estados Unidos. O renascimento aconteceu nos anos 60, com a criação de mais uma série de personagens conhecidos, como o Homem Aranha.

Os nomes mais famosos da produção alemã são Fix e Foxi, de Rolf Kauka. Na Bélgica e na França, foram criados Tintin, Asterix, Lucky Luke, Spirou e Fantasio.

 


 


 

 


 

Referências:
http://pt.wikipedia.org
http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,834103,00.html


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