28/06/2011 16h55 - Atualizado em 03/07/2011 08h04

O Brasil no ranking mundial de museus

Por Mazé Leite


CCBB em São Paulo
fonte: Vermelho


Há dois meses, a revista britânica The Art Newspaper divulgou o resultado de uma pesquisa anual sobre o número de visitas a museus e exposições de arte mais visitados do mundo. Pela primeira vez, o Brasil ganha destaque entre as exposições e museus mais visitados do mundo, como a exposição "O Mundo Mágico de Escher" que atingiu um milhão de visitantes, somando Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

Esta notícia é realmente surpreendente, mas – pode-se dizer – previsível, dentro do novo quadro político e social que atravessa o Brasil, desde que surgiu como uma das potências que crescem no mundo de hoje. O Brasil pós-presidente Lula, é o país onde o desemprego diminuiu, onde mais de vinte milhões de brasileiros tiveram alguma ascensão social, onde vemos aeroportos lotados de gente que “nunca antes na história deste país” tinha viajado de avião.

E é também, agora, o país onde seus museus passam a ser os mais frequentados do mundo!

 



As informações sobre o Brasil foram fornecidas pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/Ministério da Cultura) à revista inglesa The Art Newspaper, especializada em artes. Claro está que o Museu do Louvre de Paris, o British Museum de Londres e o Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque ocupam os três primeiros lugares, mas o Centro Cultural Banco do Brasil ocupa o 14º, à frente de museus como o Reina Sofia de Madri e o Tate Britain de Londres, só para ficar em dois exemplos.

Nosso país agora também é reconhecido como detentor de cinco dos museus de arte mais visitados do mundo: os CCBB do Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo, o MASP e a Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Essa pesquisa tem uma importância que não pode ser desprezada e só demonstra – mais uma vez – a altíssima importância que a Arte tem para as pessoas. Mesmo que apenas São Paulo, Rio e Brasília se destaquem nesse cenário mundial, é preciso reconhecer que os números da economia brasileira, favoráveis à prosperidade econômica de mais pessoas, sejam responsáveis pelo fato de que verdadeiras multidões queiram ir a museus e exposições, buscar preencher sua alma com o imenso prazer estético que as artes podem dar... Sim, o povo brasileiro é um povo que aspira crescimento econômico, mas aspira também a ver seu direito básico do acesso à cultura e às artes, garantido, incentivado, realizado!

Mais uma vez é preciso dizer que o governo brasileiro precisa – com urgência cada vez maior, dada a extrema importância das artes – investir mais do seu orçamento no setor! Fruição de Arte – da boa arte – não é um bem supérfluo ou destinado apenas aos endinheirados, ou a essa elite que se julga a única capaz de se emocionar com a 9ª Sinfonia de Beethoven ou com a música de Bach; ou com os quadros de Caravaggio, Rembrandt, Rubens, Cézanne; ou com as esculturas de Michelangelo, Bernini, Aleijadinho; ou com o teatro de Shakespeare, Molière e Artaud; ou com a literatura de Dostoievski, Goethe, Dante Alighieri, Balzac, Victor Hugo, Kafka; ou com a poesia de Camões, Walt Whitman, Fernando Pessoa, Carlos Drumond de Andrade...

Mais uma vez: é Direito do cidadão e Dever do Estado o acesso à Cultura. Mais uma vez: a crescente privatização – que se vê – desses espaços de produção, fruição e consumo de arte, é prejudicial à democratização do acesso a elas, e precisamos ampliar cada vez mais as filas dos brasileiros nas portas de teatros, cinemas, casas de show, centros culturais, museus, bibliotecas!

Não podemos esquecer que o Brasil possui quase três mil municípios que não têm um único centro cultural, um único museu! E que, por esse e por inúmeros outros motivos, o Estado brasileiro precisa investir em Arte, e apoiar os artistas.

Há milhões de músicos, atores, palhaços, cantores, cantadores, poetas, escritores, pintores, escultores, produtores de cultura espalhados por este imenso país sonhando com o dia em que a sua obra seja exposta de algum jeito à fruição pública e que ele – artista – veja que todo o esforço diário sobre o cavalete, o livro, a lona, o palco, a caneta... não foi em vão, pois chegou o grande momento em que ele pode abraçar e ser abraçado por seu povo, reconhecido pela beleza do que produz, pelo prazer que gera com o que cria, pela vida que dá, com a sua Arte.

A legislação que atualmente regula os direitos autorais no Brasil é a
lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Audiovisual para fins pedagógicos, científicos, tem uma
redução da proteção do titular de direito em favor da sociedade que é usuária.
 


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