OBRAS ENIGMÁTICAS

Cabeças de pedra de La Venta

Mil e quinhentos anos antes da civilização Maya e 25 séculos antes dos Aztecas o misterioso povo Olmeca construía a primeira grande cultura da América Central. Seus achados arqueológicos estendem-se do México a El Salvador, mas é na cidade de La Venta que brilham seus maiores monumentos: - 17 colossais "cabeças de pedra" esculpidas em basalto vulcânico entre 1200 e 900 a.C. Com medidas que variam de 1,50 m à 3,40 m de altura ( a circunferência chega à 6,70 m ) e pesando até 20 toneladas. Fica difícil de imaginar que engenharia teria movimentado estes blocos que, por vezes, estão em montes com 50 m de altura ou ainda, algumas foram achadas na ilha de Tolana! Diga-se a tempo que todas as pedras estavam à 100 km do local na época... Não bastasse esse enigma, na cidade de Santiago Tuxtla, há uma escultura de 2000 anos, com 3 m de altura que seria a representação de um "negro africano de capacete" ! Como? Se o homem africano chegou à América Central só 3000 anos depois...

 

 

 

 

OBRAS ENIGMÁTICAS



Monumento 1, uma das quatro cabeças colossais encontradas em La Venta. Altura aproximada 3 m.

Cabeças de pedra de La Venta

Mil e quinhentos anos antes da civilização Maya e 25 séculos antes dos Aztecas o misterioso povo Olmeca construía a primeira grande cultura da América Central. Seus achados arqueológicos estendem-se do México a El Salvador, mas é na cidade de La Venta que brilham seus maiores monumentos: - 17 colossais "cabeças de pedra" esculpidas em basalto vulcânico entre 1200 e 900 a.C. Com medidas que variam de 1,50 m à 3,40 m de altura ( a circunferência chega à 6,70 m ) e pesando até 20 toneladas. Fica difícil de imaginar que engenharia teria movimentado estes blocos que, por vezes, estão em montes com 50 m de altura ou ainda, algumas foram achadas na ilha de Tolana! Diga-se a tempo que todas as pedras estavam à 100 km do local na época... Não bastasse esse enigma, na cidade de Santiago Tuxtla, há uma escultura de 2000 anos, com 3 m de altura que seria a representação de um "negro africano de capacete" ! Como? Se o homem africano chegou à América Central só 3000 anos depois...


Olmeca é a designação dos povos e da civilização que esteve na origem da antiga cultura pré-colombiana da Mesoamérica e se desenvolveu nas regiões tropicais do centro-sul do atual México durante o pré-clássico, próximo de onde hoje estão localizados os estados mexicanos de Veracruz e Tabasco, no Istmo de Tehuantepec, numa zona designada área nuclear olmeca. A cultura olmeca floresceu nesta região aproximadamente entre 1500 e 400 a.C., e crê-se que tenha sido a civilização-mãe de todas as civilizações mesoamericanas que se desenvolveram posteriormente. No entanto, desconhece-se a sua exacta filiação étnica, ainda que existam numerosas hipóteses colocadas para tentar resolver esta questão. O etnónimo olmeca foi cunhado pelos arqueólogos do século XX, e não devem confundir-se com os muito posteriores olmecas-xicalancas que ocuparam vários locais do México central, como Cacaxtla.

 

Arte Olmeca

As principais formas artísticas olmecas que sobreviveram ao passar dos séculos são a estatuária monumental e pequenas obras em jade. Muita da arte olmeca é altamente estilizada e usa uma iconografia que reflecte um significado religioso. Contudo, alguma arte olmeca é surpreendentemente naturalista, exibindo uma precisão relativamente à anatomia humana provavelmente apenas igualada na América pré-colombiana pela melhor arte maia da era clássica. Motivos comuns incluem bocas descaídas e olhos mongólicos, ambos vistos como representações dos jaguares-homens.


Um jaguar-homem olmeca mostrando características comuns do jaguar-homem incluindo a boca voltada para baixo e os olhos amendoados.
Jaguar-homem olmeca

O jaguar-homem olmeca é um dos mais distintivos e enigmáticos desenhos olmecas encontrados no registo arqueológico.

Embora muitas vezes vistos em figuras de jaguares-homens bebés, este motivo pode também ser encontrado talhado em machados votivos de jade, gravado em várias figuras portáteis de jade e jadeíte, e retratados em vários "altares" (ou tronos), como os de La Venta. Os jaguares-homens bebés são muitas vezes segurados por uma figura estóica sentada.

A figura do jaguar-homem caracteriza-se por uma distintiva boca desdentada e voltada para baixo, olhos amendoados, muitas vezes envergando um toucado com abas laterais ondulantes. Adicionalmente, tal como muitos outros seres sobrenaturais olmecas, o jaguar-homem é muitas vezes retratado com a fronte rachada, de modo semelhante ao jaguar macho que tem uma rachadura vertical segundo o comprimento da sua cabeça.

Embora há algumas décadas se pensasse que o jaguar-homem olmeca era o motivo predominante na arte olmeca, as análises efecuadas ao longos das últimas décadas mostraram que o jaguar-homem, designado Deus IV por Peter Joralemon, é apenas um entre muitos seres sobenaturais.

Interpretações

Vários académicos, incluindo Matthew Stirling e Michael D. Coe, haviam proposto que o motivo do jaguar-homem derivava da história da cópula entre um jaguar macho e uma mulher, baseando-se sobretudo no monumento 3 de Potrero Nuevo, no monumentro 3 de San Lorenzo Tenochtitlán e no monumento 20 de Laguna de los Cerros e ainda nos murais de Chalcatzingo. No entanto, exames adicionais destas esculturas tornaram tais interpretações problemáticas com outros académicos como Whitney Davis (1978), Carolyn Tate (1999), Carson Murdy (1981) e Peter Furst (1981) a proporem explicações alternativas para as características de jaguar.
Jaguar como símbolo de vitória
Monumento 1 de Las Limas. O adolescente segura um jaguar-homem bebé. Incisos nos joelhos e ombros do adolescente estão símbolos de quatro seres sobrenaturais olmecas.

Davis (1978), por exemplo, sugere que as chamadas representações de cópula entre humanos e jaguares encontradas em monumentos são talvez o início de um culto do jaguar ou representativas de uma conquista militar e não sexual. Em lugar de ver as pessoas e as figuras de jaguares em situações sexuais, Davis vê o jaguar, ou homem vestindo peles de jaguar, como um agressor de um oponente derrotado. A maioria das figuras nos relevos e monumentos estão vestidas com uma tanga, o que negaria a cópula, e Davis crê que aquelas que estão nuas parecem estar mortas ou moribundas e não numa postura sexual. Não é invulgar ver figuras humanas despidas representando cativos mortos ou adversários em combate, como nos danzantes de Monte Albán.


Monumento 1 de Las Limas. O adolescente segura um jaguar-homem bebé. Incisos nos joelhos e ombros do adolescente estão símbolos de quatro seres sobrenaturais olmecas.

Defeitos genéticos

Ainda antes de Davis ter questionado a ideia de um sistema de crença centrado na cópula entre humanos e jaguares, académicos como Michael Coe (1962) buscou outras causa biológicas para os lábios carnudos, cabeça rachada, e bocas desdentadas que compôem o motivo do jaguar-homem. Anomalias genéticas como a síndrome de Down e espinha bífida têm sido explicações comuns. Em especial, pessoas sofrendo de espinha bífida apresentam defeitos de desenvolvimento que coincidem com as características do jaguar-homem. Um desses defeitos é o encefalocele, que entre outras coisas, pode causar a separação das suturas cranianas a qual resulta numa depressão na cabeça (Murdy 1981:863). O crânio bífido pode produzir resultados semelhantes. Adicionalmente, há uma maior probabilidade de estas situações ocorrerem dentro de uma mesma família, do que ao acaso numa dada população, e poderá ter existido consaguinidade considerável entre os membros da elite (Murdy 1981:863). Se as crianças nascidas com estes problemas fossem vistas como divinas ou de algum modo especiais, múltiplos nascimentos de crianças afectadas numa mesma família ou linhagem familiar poderiam reforçar o poder político e religioso dessa família.
Jaguar como símbolo de poder

Uma interpretação para a prevalência de motivos de jaguar seria o respeito que as sociedades mesoamericanas tinham por este animal. Os governantes antigos quereriam ver-se associados com uma das criaturas mais reais e poderosas da sua região, e a adopção de motivos de jaguar quer em pessoas quer em representações artísticas poderia reforçar ou validar a liderança tanto no presente como para o futuro. O jaguar era respeitado pelos nativos devido à sua habilidade, agilidade, força e agressividade; tudo características admiradas pelas sociedades mesoamericanas.
Não um jaguar, mas um sapo

Outras ideias sobre o significado do motivo do jaguar-homem levaram alguns a acreditar que tal motivo não representa um jaguar. Várias espécies de sapos comuns na Mesoamérica, como o Bufo marinus e o Bufo valliceps, apresentam uma depressão pronunciada na cabeça, e como todos os sapos têm uma boca carnuda e desdentada. Sabe-se que estas espécies de sapos têm propriedades cerimoniais e alucinogénicas para muitas das culturas mesoamericanas. Esqueletos destas espécies, sobretudo de B. marinus, têm sido encontrados em vários sítios arqueológicos da Mesoamérica, incluindo centros cerimoniais olmecas. Estas espécies de sapos têm um poder simbólico inerente no seu ciclo de vida metamórfico, na sua fertilidade, no seu veneno alucinogénico, e especialmente na sua muda de pele (Furst 1981 150).

As representações do jaguar-homem que têm presas geralmente atribuídas ao jaguar, podem também ser atribuídas aos sapos. Várias vezes por ano os sapos adultos mudam a sua pele. À medida que a pele velha se despega do corpo, o sapo ingere-a, e durangte essa ingestão fica pendurada na boca do sapo assemelhando-se bastante às presas do jaguar-homem. O processo de regeneração poderia ter simbolizado a morte e o renascimento na terra e das suas colheitas de milho no ciclo entre a estações seca e húmida. O sapo seria então visto como tendo poderes ligados à chuva e ao milho, a que os mesoamericanos teriam de recorrer através de artefactos religiosos como os machados de jaguar-homem ou o monumento 1 de Las Limas.
Cabeça rachada como representação de fertilidade
Dois jaguares-homens bebés no lado esquerdo do Altar 5 de La Venta.

Dado que vários seres sobrenaturais olmecas são representados com uma racha distintiva na sua fronte - o que reforça a divindade desta característica - uma cabeça fendida pode servir um outro propósito simbólico. Um machado votivo encontrado em Veracruz mostra uma representação do Deus II, ou deus do milho, com milho crescendo da fenda na cabeça, e mostrando-o igualmente com a boca aberta típica do jaguar (Coe 1972:3). Então, a fenda é vista como um sinal de fertilidade, e associa o jaguar à fertilidade.

Os dois jaguares-homens representados no altar 5 de La Venta estão a ser levados de um nicho ou gruta - locais frequentemente associados com o aparecimento dos seres humanos - talvez míticos gémeos heróis essenciais à mitologia olmeca (Coe 2002:75-76) e/ou talvez antecessores dos Gémeos Heróis maias.
Funções do jaguar-homem

Muitos académicos defendem que estas figuras que apresentam motivos de jaguar-homem não são apenas arte pela arte.(Furst 1996: 79) As figuras eram provavelmente usadas como deuses do lar por muitas pessoas e como ajudantes espirituais ou familiares por sacerdotes e xamãs, ajudando nos actos de transformação e outros rituais (Furst 1996:69-70). As elites mesoamericanas usavam o simbolismo do jaguar como meio de solidificar o seu poder ao associarem-se com as características do jaguar.


Dois jaguares-homens bebés no lado esquerdo do Altar 5 de La Venta.

 

Além de temas humanos, os artesãos olmecas dedicavam-se à representações de animais, por exemplo, as vasilhas em forma de peixe e de ave na galeria abaixo.

Enquanto as figuras olmecas são encontradas abundantemente em sítios datados de todo o período formativo, são os monumentos em pedra como as cabeças colossais a imagem de marca da cultura olmeca. Estes monumentos podem ser divididos em quatro classes:

º Cabeças colossais .
º Altares" rectangulares ou, mais provavelmente, tronos, como o Altar 5 mostrado acima.
º Escultura, como os "gémeos" de El Azuzul ou do monumento 1 de San Martín Pajapan.
º Estelas, como o Monumento 19 de La Venta acima. Estes monumentos foram de um modo geral criados mais tarde que os tipos anteriores. Com o tempo evoluíram de simples representações de figuras, como o Monumento 19 ou a Estela 1 de La Venta, para representações de acontecimentos históricos, sobretudo actos de legitimação de governantes. Esta tendência culminaria nos monumentos pós-olmecas como a Estela 1 de La Mojarra, a qual combina imagens de governantes com escrita e datas de calendário.

A Estela 1 de La Mojarra é um monumento mesoamericano (uma estela) datada do século II, descoberta em 1986 no rio Acula, próximo de La Mojarra, Veracruz, México, não muito longe do sítio arqueológico de Tres Zapotes. Esta laje de basalto com 1,35 metros de largura por 2 metros de altura (medidas aproximadas) e pesando 4 toneladas, contém cerca de 535 glifos da escrita ístmica. Um dos mais antigos registos escritos da Mesoamérica, este monumento da cultura epiolmeca regista não só os feitos de um governante, mas coloca-os também numa moldura cosmológica de calendários e acontecimentos astronómicos.

A face direita da estela apresenta um retrato de corpo inteiro de um homem envergando vestes e adornos elaborados, no entanto a sua metade inferior está bastante desgastada. Acima desta figura, foram gravadas na pedra 12 curtas colunas de glifos, e à direita da figura 8 colunas mais longas. Entre estes glifos estão duas datas do calendário de contagem longa mesoamericano, correspondentes a Maio de 143 d.C. e Julho de 156 d.C. Este monumento é um exemplo antigo do tipo de estela que mais tarde tornou-se comum comemorando governantes de sítios maias do período clássico.

Lado esquerdo da Estela 1 de La Mojarra, onde se vê uma pessoa identificada como o "Senhor da Montanha do Colhedores"
Vasilha em forma de peixe, séculos XII-IX a.C.
Altura:16.5 cm.

Estela 1 de La Venta

Cabeças Colossais Olmecas

O aspecto da civilização olmeca mais largamente reconhecido, são as enormes cabeças, cobertas com o que parecem ser capacetes. Uma vez que nenhum texto pré-colombiano os explica, este monumentos impressionantes têm sido objecto de muita especulação. Antes consideradas representações de jogadores do jogo de bola, é actualmente aceite que estas cabeças são retratos de governantes.

São 17 as cabeças colossais desenterradas até hoje.

Sítio Nº de unidades Designações  
San Lorenzo 10 Cabeças colossais 1 até 10  
La Venta 4 Monumentos 1 até 4  
Tres Zapotes 2 Monumentos A e Q  
Rancho la Cobata 1 Monumento 1  

Relativamente ao seu tamanho, as cabeças variam desde a cabeça de Rancho La Cobata com 3,4 metros de altura, até ao par de Tres Zapotes, com 1,47 metros de altura. Estima-se que as cabeças maiores pesem mais de 20 toneladas.

As cabeças foram talhadas a partir de blocos individuais de basalto oriundos da Sierra de los Tuxtlas. As cabeças de Tres Zapotes foram esculpidas em basalto do Cerro el Vigía, na extremidade oriental dos Tuxtlas. Por outro lado, as cabeças de San Lorenzo e de La Venta, foram provavelmente talhadas em basalto proveniente do Cerro Cintepec, no lado sudeste dos Tuxtlas, talvez nas oficinas do sítio vizinho de Llano del Jícaro, e arrastadas ou levadas por rio até ao seu destino final. Foi estimado que seriam necessários os esforços de 1500 pessoas durante três a quatro meses para deslocar uma cabeça colossal desta forma.

Algumas das cabeças, bem como muitos outros monumentos, foram mutiladas, enterradas e desenterradas, recolocadas em novos locais e/ou reenterradas. Sabe-se que alguns monumentos, e pelo menos duas cabeças, foram recicladas ou novamente talhadas, mas não se sabe se tal se deve apenas à escassez de pedra ou se tais actos tinham conotações rituais ou outras. Suspeita-se igualmente que o significado de algumas das mutilações vai além da mera destruição, mas alguns estudiosos não excluem conflitos internos, ou de forma menos provável uma invasão, como estando na origem destas mutilações.

As feições das cabeças (nomeadamente as faces planas e os lábios grossos) têm sido causa de debate devido à sua aparente semelhança com características faciais africanas. Baseando-se nesta comparação, alguns têm insistido que os olmecas eram africanos que migraram para o Novo Mundo. Porém, os principais estudiosos da Mesoamérica actualmente rejeitam esta hipótese, e oferecem outras explicações possíveis para as características das faces das cabeças colossais. Outros fazem notar que, além do nariz achatado e dos lábios grossos, as cabeças exibem dobras epicânticas tipicamente asiáticas, e que todos estes traços faciais podem ainda hoje ser encontrados nos indígenas mesoamericanos atuais.



Nem toda a arte monumetal olmeca estava associada a cidades ou aldeias - o monumento 1 de San Martín Pajapan foi descoberto no cimo de um vulcão dormente.

O jovem senhor enverga um enorme toucado, cuja frente está coberta com o que parece ser uma máscara.] A máscara mostra a cabeça dividida, os olhos amendoados, e a característica boca voltada para baixo do jaguar-homem sobrenatural, implicando que o humano havia-se tornado, ou agia sob a autoridade e/ou protecção do sobrenatural.

Para trás ao longo dos lados do toucado fluem plumas. Da sua parte superior, rebenta vegetação - talvez milho. A máscara foi identificada com sendo do deus da chuva olmeca e a iconografia e localização da estátua reflectem a generalizada crença mesoamericana nas montanhas como habitações dos deuses.

A escultura foi inicialmente identificada pelo topógrafo Ismael Loya em 1897 e redescoberta por Frans Blom e Oliver La Farge na sua expedição de 1925.] Situada numa plataforma na sela entre os dois picos mais altos da orla da cratera do vulcão, foi encontrada rodeada de oferendas de vasilhas partidas, oferendas de jade, e numerosos outros objectos, datando desde tempos antigos até ao século XX, indicando que havia sido objecto de veneração durante milénios. Estas oferendas e a própria estátua serviram para identificar o cume de San Martín Pajapan como uma paisagem sagrada.

Em 1929, Marshall Seville do Museum of the American Indian de Nova Iorque, associou a estátua com outros artefactos em várias colecções, baseando-se em semelhanças estilísticas e numa iconografia comum. Uma vez que era inverosímil que a estátua tivesse sido movida após a sua colocação original, Seville propôs que este estilo artístico "olmeca" tinha tido origem no sul de Veracruz.

Encontra-se actualmente em exposição no Museo de Antropologia de Xalapa em Veracruz.

O Monumento 1 de San Martín Pajapan é uma grande escultura de basalto olmeca encontrada no cume do vulcão San Martín Pajapan, nos Montes Tuxtlas do estado mexicano de Veracruz. É notável pela sua localização original e pela sua iconografia olmeca.

Descrição

Provavelmente esculpida durante os período formativo inicial, antes de 1000 a.C., a estátua de 1,4 metros de altura mostra um jovem senhor agachado. Apanhado no acto de levantar uma grande barra cerimonial, a sua mão direita encontra-se sob uma das extremidades e a esquerda sobre a outra. Pensa-se que esta pose, quase idêntica à dos "gémeos" de El Azuzul, representa um governante ou xamã (ou ambos) durante o ritual de levantar a Árvore do Mundo Mesoamericana ou axis mundi, um acto que estabelece o centro do mundo e que liga o plano terreno com os mundos acima e abaixo.

 


Um dos "gémeos" de El Azuzul.
Arte monumental

El Azuzul é mais bem conhecido por dois pares de esculturas monumentais, actualmente em exposição no Museo de Antropologia de Xalapa, México. Estas estátuas foram encontradas no lado sul de uma grande pirâmide (ou monte) existente no sítio, intactas e aparentemente imperturbadas desde que foram ali colocadas durante o período pré-clássico.

O primeiro par de estátuas, descrito como "algumas das maiores obras-primas da arte olmeca", é constituído por duas figuras humanas sentadas e quase idênticas. Quando foram encontradas as duas estátuas estavam voltadas para leste, uma colocada atrás da outra (ver imagem). Alguns investigadores sugeriram que estes "gémeos" são os antecessores dos Gémeos Heróis maias do Popol Vuh, apesar de os ornamentos que ostentam nas cabeças terem levado outros a concluir que se tratam de sacerdotes. Estes ornamentos foram mutilados, provavelmente para apagar insígnias identificadoras.]

Cada um dos gémeos, tal como a figura do Monumento 1 de San Martín Pajapan, segura uma barra cerimonial (a mão direita colocada debaixo da barra e a mão esquerda por cima), como que apanhados enquanto erguiam o que foi descrito como um axis mundi ou árvore mundo mesoamericana.]

Voltada de frente para as duas figuras humanas encontrava-se uma estátua com aparência felina, geralmente identificada como sendo um jaguar. Ligeiramente maior que as figuras humanas à sua frente, a figura felina tem aproximadamente 1.2 metros de altura. Uma versão deste felino com 1.6 metros de altura foi encontrada a alguns metros de distância. Os jaguares apresentam evidências de haverem sido esculpidos a partir de monumentos mais antigos.
Estruturas

Além da grande pirâmide/monte, foi construída uma comprida passagem (ou dique) ao longo do curso de água, e que provavelmente funcionaria como barreira e/ou cais de acostagem. Provavelmente existem outras estruturas, atualmente totalmente cobertas pela vegetação.

El Azuzul é um sítio arqueológico olmeca situado em Veracruz, no México, a alguns quilómetros para sul de San Lorenzo Tenochtitlan, de que é considerado contemporâneo (provavelmente 1100 a 800 a.C.). Batizado com o nome do rancho no qual se encontra, El Azuzul é parte do complexo de Loma del Zapote. O sítio ocupa as zonas mais elevadas a norte da antiga confluência de dois antigos leitos de rios, parte do sistema do rio Coatzacoalcos. Encontra-se a montante do sítio de Potrero Nuevo, que faz também parte do complexo de San Lorenzo.

Imagem das esculturas in situ, tal como foram encontradas, com os "gémeos" voltados de frente para um jaguar.
As esculturas foram entretanto trasladadas para Xalapa.



 

 


 

Referências:
http://www.fenomeno.matrix.com.br
http://pt.wikipedia.org
http://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/as-piramides-submersas-do-japao-o-misterio-da-ilha-de-yonaguni.html
http://www.vanialima.blog.br/2012/01/as-piramides-submersas-do-japao.html

Em breve mais conteúdo com imagens sobre este assunto.
Volte logo.

 

 
A legislação que atualmente regula os direitos autorais no Brasil é a
lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Audiovisual para fins pedagógicos, científicos, tem uma
redução da proteção do titular de direito em favor da sociedade que é usuária.
Sobre o :

Portal criado em 1999 com o intuito de tornar a arte mais fácil e prazerosa de se conhecer. Pretendemos atingir todos os públicos, de todas as idades, através de vídeos, ilustrações, textos e todos as midias futuras que vierem a ser acessíveis.

Pesquisamos em diversas fontes e fazemos um mix das informações, sempre verificando e comparando as mesmas para dar autenticidade ao nosso conteúdo.

Todo o conteúdo aqui encontrado é gratuito e livre para compartilhar de acordo com a especificação de cada autor e obra.

Obrigado por sua visita
Equipe Portal Darte
 
 
As Pirâmides submersas do Japão - O mistério da Ilha de YONAGUNI

As Pirâmides submersas do Japão
Desde 1995, mergulhadores e cientistas japoneses estudam uma das mais importantes descobertas arqueológicas do planeta, misteriosamente ignorada pela imprensa ocidental.

Localizada a alguns quilômetros da ilha de Yonaguni, estão os restos submersos de uma cidade muito antiga. Muito antiga MESMO! Os estudos geológicos calcularam a idade destes monumentos como tendo 11.000 anos de idade, o que os colocaria como uma das edificações mais antigas do planeta.

Ao longo de mais de uma década de explorações, mergulhadores já haviam localizado nada menos do que oito grandes estruturas feitas pelo homem, incluindo um enorme platô com mais de 200m de comprimento, uma pirâmide no mesmo estilo das aztecas e maias (constituídas de 5 andares e alinhadas de acordo com pontos cardeais), bem como um conjunto completo de zigurates, demarcando áreas e regiões específicas no platô.Assim como são "coincidências" o fato das pirâmides do Egito estarem alinhadas com a constelação de Orion (Osíris), as pirâmides encontradas na China alinharem perfeitamente com a constelação de Gêmeos, os Templos astecas de Tecnochtitlan estarem alinhados com a constelação de Urso, Angkor Wat (aqueles templos que a Lara Croft explora no Cambodja) estarem alinhados com a constelação do Dragão e assim por diante…

Uma estrutura que se pensa ser a construção mais velha do mundo, com quase duas vezes a idade das grandes pirâmides do Egito, foi recentemente descoberta. A formação retangular de pedras abaixo do mar na costa do Japão poderia ser a primeira evidência de uma desconhecida civilização anterior a Idade da Pedra, dizem os arqueólogos. O monumento tem 600 pés de largura e 90 pés de altura e foi datado com pelo menos 8.000 a.C.

Equipe do dr. Masaaki Kimura, da Universidade de Ryûkyû, exploram o sítio arqueológico submarino. Escadarias, rampas, terraços, entalhes na rocha e outros indícios da "mão humana", como ferramentas. Yonaguni pode ser o mais antigo consjunto arquitetônico da história.

No arquipélago de Ryûkyû, a 480 km a sudoeste de Okinawa - Japão, as águas em torno da ilha de Yonaguni escondem um conjunto de misteriosas ruínas magalíticas. O território, de 28,88 km² e uma população de pouco mais de mil e setecentas pessoas, atraiu a atenção de historiadores, arqueólogos e outros cientistas quando, em 1985, um mergulhador descobriu as magníficas estruturas de pedra submersas nas águas que circundam a ilha.

Quando fotos do lugar foram divulgadas, imediatamente começou a polêmica sobre a origem dos terraços e escadarias. Muitos estudiosos recusaram aceitar que as ruínas sejam de construções feitas por mão humana. As formas geométricas, os ângulos muito certos, foram atribuídos a "agentes naturais". Entretanto, outros pesquisadores afirmam que o fundo do mar de Yonaguni é o túmulo de uma próspera civilização possivelmente mais antiga que Suméria, Egito, Índia ou China.

Em 1997, dr. Masaaki Kimura, professor da Universidade de Ryûkyû, PHD em geologia marinha, publicou A Continent Lost In The Pacific Ocean, onde defende a teoria da civilização submersa; no mesmo ano, uma equipe da universidade empreendeu estudos no sítio arqueológico.

Em 04 de maio de 1998, partes da ilha e das ruínas foram sacudidas por um terremoto. Depois do abalo, foram realizadas filmagens submarinas. Constatou-se que haviam surgido novas estruturas de forma similar aos zigurats da Mesopotâmia. Estes seriam, então, os edifícios mais antigos do mundo. Foram encontradas marcas nas pedras que evidenciam o trabalho feito nelas, incluse entalhes. Também foram achadas ferramentas e uma pequena escadaria. A hipótese de formação natural em Yonaguni tornou-se, então, pouco plausivel.

O Enigma da Face
Submersa, 18 metros abaixo da superfície, surge uma cabeça megalítica, um rosto de pedra gasto pela erosão das águas que faz lembrar as cabeças de pedra de outros lugares antigos: Moais, no Pacífico; La Venta, Golfo do México.

Há 6 mil anos, as ruínas eram terras emersas, ligadas ao continente. A elevação do nível dos mares ao longo de eras fez submergir territórios como os da costa de Yonaguni. Há especulações sobre a "identidade" da civilização sepultada naquelas águas. Muitos falam em Atlântida mas, se parte de uma "civilização perdida" repousa no leito daquele mar então o mais certo é que seja a Lemúria ou Mu, ainda mais antiga, chamada pelos esotéricos de civilização da Terceira Raça.






Stonehenge


A mais antiga referência ao monumento, supõe-se, é a que faz o grego Hecateu de Abdera na sua "História dos Hiperbóreos", datada de 350 a.C. : "ergue-se um templo notável, de forma circular, dedicado a Apolo, Deus do Sol..." Até hoje Stonehenge não abriu mão dos seus enigmas essenciais:

 

Por que motivo as "pedras azuis" foram trazidas das montanhas de Gales, implicando num deslocamento de 400 Km, com direito a travessia marítima, quando não faltavam pedreiras na vizinhança? Que métodos usaram as pessoas da Idade do Bronze para transportar e erguer os colossais blocos, que chegam a pesar 50 toneladas?

 

E, sobretudo, a que uso se destinava Stonehenge? Era um templo do Sol, no qual, uma vez por ano, se realizava um ritual cósmico fertilizador? Ou tratava-se, igualmente, de um gigantesco observatório celeste como sugerem uma série de alinhamentos astronômicos precisos?


Há ainda quem veja nele um gerador de energias ocultas e mesmo uma base de emergência para OVNI`s perdidos. Quanto à sua utilidade só não existe dúvida de uma coisa: Stonehenge serve para nos deixar estupefatos perante a força e engenho dos seus construtores.


 

Stonehenge Observatório Astronômico









Pirâmides no Brasil Similares as Pirâmides do Egito



As Pirâmides submersas do Japão - O mistério da ilha de YONAGUNI

 

Mapa do Site www.portaldarte.com.br Home
©1999/2012 Portal D'arte. Todos os direitos reservados.